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Clínica e Resistência: contribuições da racionalidade vitalista de Canguilhem ao campo da saúde ,
de Adriana Belmonte Moreira.
Associação Filosófica Scientiæ Studia, 2019.

320pp.
Formato 125x205mm
ISBN:
Preço: R$ 66,00

Apesar de sua importância e originalidade, o pensamento de Georges Canguilhem é, em larga medida, ainda desconhecido. Basta perceber como apenas na última década encontramos estudos sistemáticos a seu respeito. Se levarmos em conta a situação brasileira, a escassez é ainda mais evidente, o que, por si só, demonstra a singularidade de uma publicação como esta de Adriana Belmonte. No entanto, este “Clínica e resistência: contribuições da racionalidade vitalista de Canguilhem ao campo da saúde” não deve ser saudado apenas por apresentar um autor que mereceria um lugar mais relevante nos estudos da filosofia do século xx. Na verdade, ele inova ao trazer para o debate filosófico contemporâneo a centralidade da articulação entre clínica e estrutura de valoração ético-política, aliando a uma reflexão teórica rigorosa a sensibilidade impulsionada pela prática clínica da própria autora.

Vladimir Pinheiro Safatle


 

Graduada em Terapia Ocupacional (1996) e em Filosofia (2002) pela Universidade de São Paulo (USP). No Departamento de Filosofia dessa mesma universidade defendeu, no ano de 2007, sua dissertação de mestrado, na qual estudou as concepções de corpo, saúde/doença e medicina em Nietzsche. Sua tese de doutorado, defendida em 2013, versou sobre o pensamento médico-filosófico de Canguilhem. É membro da Associação Filosófica Scientiae Studia, do Grupo de Estudos de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia (USP/CNPq) do Instituto de Estudos Avançados (IEA/USP), e do Grupo de Pesquisa em Terapia Ocupacional (UFPR/CNPq). Atualmente, é Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vinculada ao Departamento de Terapia Ocupacional do Setor de Ciências da Saúde. Seus estudos em filosofia são voltados às racionalidades em saúde, a partir de autores como Nietzsche, Espinosa, Foucault e Canguilhem.