Título original: Le Corps-marché: La marchandisation de la vie humaine à l’ère de la bioéconomie. Éditions du Seuil, 2014.
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Sangue, tecidos, células, óvulos: fragmentado em partes comercializáveis, o corpo humano
tornou-se uma nova forma de mais-valia no centro da chamada bioeconomia.
O avanço das biotecnologias e das técnicas de conservação in vitro abriu caminho para um
mercado global de elementos corporais. Por trás da crescente demanda por tecidos, células,
amostras de DNA e óvulos, a socióloga Céline Lafontaine revela as lógicas de apropriação,
patenteamento e controle que sustentam a expansão da indústria biomédica.
Em um cenário marcado pelas desigualdades, o corpo fragmentado transforma-se em valor.
Da terceirização de ensaios clínicos ao turismo médico, vidas são convertidas em recursos
produtivos. Já não é apenas a força de trabalho que gera valor, mas a própria vida reduzida
à
sua produtividade biológica.
Um livro imprescindível para compreender as implicações éticas, políticas e epistemológicas
da
crescente indústria biomédica, uma das transformações mais profundas do nosso tempo.
Céline Lafontaine Lafontaine é professora titular de sociologia na
Universidade de Montreal e uma das
principais referências internacionais no estudo crítico das tecnociências. Sua pesquisa
investiga
as dimensões epistemológicas, políticas, econômicas e culturais que moldam a ciência
contemporânea e suas transformações.
Autora de uma obra amplamente reconhecida, destaca-se por sua contribuição à compreensão
sociológica crítica dos impactos das inovações tecnocientíficas sobre a vida humana e a
sociedade. Entre seus livros estão Bio-objets (2021), La société postmortelle (2008) e
L’empire
cybernétique (2004). É também coautora de Nanotechnologies et sociétés (2010).
Corpo-mercado é sua primeira obra publicada em português.
Corpo-mercado é sua primeira obra publicada em português.